Aguá, Problema novo para política velha.
Charles Silva Adicionas Comentarios sábado, 13 de dezembro de 2014
Rios, chuvas e secas ignoram divisas estaduais. Para lidar com eles, os governos tem de aprendera atuar em conjunto.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deveria ser um ativo formulador de soluções para abastecimento de aguá no Brasil. Seu partido tem 20 anos de poder no Estado, tempo mais que suficiente para exibir obras e colher estudos de longo prazo. Esse Estado, o mais rico da federação, mostrou-se também muito veraneável seca nos últimos meses, fato que deveria ter despertado o interesse de Alckmin pelo que há de mais moderno no mundo em gestão de aguá. Na semana passada Alckmin contribuiu apena com o acirramento de um debate de baixa qualidade sobre esse problema. A companhia energética de São Paulo (Cesp), uma empresa estatal paulista, ignorou determinações de autoridades tecnicas da esfera federal. Sob o argumento de garantir o suprimento de aguá para o consumo em uma determinada região de São Paulo, diminui o fluxo que escoa do reservatório da Usina Hidrelétrica do Jaguari e alimenta o Rio Paraiba do Sul.

